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Resenha: Outlander - A Libélula no Âmbar - Diana Gabaldon


A Libélula no Âmbar é o segundo volume da série Outlander, de Diana Gabaldon.

No primeiro volume de Outlander, "A Viajante do Tempo", nós fomos apresentados à Claire, uma inglesa que, em 1945, retoma o casamento com Frank Randall, interrompido pela guerra, e viaja em lua-de-mel com o marido para a Escócia. Frank é um historiador muito interessado na história da Escócia, uma vez que a sua árvore genealógica descende da Escócia.

Em Inverness, na Escócia, há um círculo de pedras considerado mágico e, por acidente, Claire encosta-se a uma pedra e retorna no tempo, voltando para a Escócia de 1743. Entretanto, a Escócia do século XVIII é muito diferente da atual, divida em clãs e dominada por guerreiros. Para conseguir sobreviver em época tão violenta, Claire casa-se com o guerreiro Jamie Fraser, e acaba cada vez mais envolvida naquele século.

Acontece que Jamie é um foragido da lei, ele foi condenado à forca pelo crime de assassinato e fugiu da prisão. James está com a cabeça a prêmio e não pode mais viver na Escócia. Assim, o casal foge para a França e é aí que começa a história do segundo volume da série, "A Libélula no Âmbar".

Através do seu primeiro marido, Frank, Claire tinha conhecimento sobre a guerra que se desenvolveria na Escócia em 1745, e sobre o resultado da batalha entre a Escócia e a Inglaterra. James Stuart, pretendente escocês, exilado da Escócia, deseja insurgir contra os ingleses, reconquistar a Escócia e tomar o trono da Inglaterra, considerado seu por direito. Claire não tem muitas informações sobre a guerra, sobre táticas e estratégias, sobre como ela se desenvolveria, mas sabe que a população escocesa será dizimada, a cultura de clãs será extinta, e que James Stuart não alcançará o seu objetivo.

Assim, quando Claire e Jamie chegam à França, eles são foragidos e estão sem objetivo na vida, além da sobrevivência. Claire tem a informação sobre a guerra e os dois farão de seus objetivos evitar que a batalha aconteça. 

Jamie tem um primo em Paris, Jared, assumidamente jacobino, ou seja, a favor de James Stuart, que fará com que Jamie seja apresentado e introduzido ao círculo de pessoas mais influentes da França. Jamie se tornará um bem-sucedido comerciante de vinhos e irá conhecer banqueiros e nobres franceses, inclusive o próprio rei da França, Luís XV. Jamie conhecerá também e se tornará amigo íntimo de Charles Stuart, filho de James Stuart.

O Príncipe Charles está escondido em Paris e Jamie irá se aproximar de Charles para descobrir como ele deseja realizar os planos do pai. A Casa de Stuart não tem dinheiro e nem prestígio para planejar uma guerra, o que faz com que Charles tenha que angariar investimentos. E Jamie tentará descobrir, através da política e de interceptação de cartas, quem serão os investidores de Charles e os interessados na guerra para tentar evitá-la.


Mais uma vez, Diana Gabaldon não nos decepcionou com Outlander. O livro é enorme, mas emocionante. As últimas setenta páginas nos faz ficar com o coração apertado. 

Embora seja uma leitura tranquila, não é muito fluida, levando certo tempo para conseguir ler 900 páginas.  Mas, a escrita da autora é apaixonante, é incrível como ela consegue nos fazer imaginar o cenário descrito e nos transportar para a época. E embora conhecer a França tenha sido muito interessante, voltar para a Escócia faz nos sentir em casa, nos faz relembrar todos os sentimentos do primeiro volume da série.

Nesse segundo volume foram apresentados três vilões que, para não dar spoilers, eu evitarei mencionar o nome dos personagens, mas que após a leitura será possível identificá-los claramente. O primeiro, em Paris, faz com que a nossa atenção seja voltada para ele, é um personagem intrigante, mas, por fim, ele acaba não tendo tanta importância na história. O segundo já é um personagem conhecido por nós, que faz com a sua participação nesse volume seja necessária para concluir uma questão aberta no primeiro volume, mas, não houve nenhuma outra grande justificativa para ele aparecer. E o terceiro, que esse sim eu acredito ser o grande vilão do segundo volume, vai passear na história durante o livro inteiro, vai armar toda a trama diante dos nossos olhos, mas em momento algum iremos duvidar dele. E aí é que vem toda a surpresa quando descobrimos tudo o que ele foi capaz de armar e planejar.

Mais uma vez, adorei Outlander. Essa série só melhora, e, após ler um livro enorme, ainda fiquei com gostinho de quero mais. O final foi incrível, com novas revelações e cheio de expectativas para o terceiro volume. Mais um volume que entrou para a minha lista de favoritos e que eu recomendo para todos!

Nota: 5/5 (Excelente)

ISNB: 978-85-67296-27-2
Editora: Saída de Emergência / Arqueiro
Páginas: 944
Ano: 2014

Confira a resenha do primeiro volume, A Viajante do Tempo.

E aí, você já leu? Poste aqui seu comentário!

Até mais! Fabi

07 Agosto 2016
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Um comentário :

  1. Olha tinha muita curiosidade para saber qual é a desse livro e achei a sua resenha maravilhosa. Esse calhamaço é muito interessante no momento estou lendo O tempo e o vento que é outro calhamaço divido em 4 livros mas vou colocar essa na minha lista para o futuro gostei muitooo bj
    http://theluckstar.blogspot.com.br/

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