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Resenha: Outlander: A Viajante do Tempo - Diana Gabaldon


A Viajante do Tempo é o primeiro volume da série Outlander, de Diana Gabaldon.

Final da Segunda Guerra Mundial, Claire Randall retorna para casa para uma segunda lua de mel com o marido Frank Randall, após o casamento ter sido interrompido por cinco anos enquanto o casal trabalhava na guerra. Eles estão em Inverness, na Escócia, e enquanto Frank, apaixonado por história, aproveita para saber mais sobre a sua arvore genealógica e sobre o famoso antepassado Jonathan "Black Jack" Randall, Claire simplesmente acompanha o marido e aproveita o descanso. Ela é enfermeira, adora saber sobre ervas medicinais, e Inverness está cheio delas. 

Claire descobre sobre os rituais mágicos daquele local e o círculo de pedras utilizado para isso. Ao assistir o encontro de mulheres no monte Craigh na Dun, a sensação causada pela descoberta é como algo antigo para ela, como se conhecesse a língua estranha que ouve, como se fosse natural, embora desconhecido. Claire retorna no dia seguinte para colher algumas plantas para catalogar, é atraída para o círculo de pedras, encosta em uma pedra e entra em transe. Ouve muitas vozes e muito barulho, e quando volta a si está no mesmo local, mas tudo é muito diferente, a vegetação é diferente e a cidade de Inverness sumiu.

Claire se vê no meio de uma armadilha de soldados britânicos para capturar um grupo de escoceses, quando o capitão Jack Randall encontra a mulher estrangeira, com trajes, sotaque e aparência estranha, porém muito interessante. Estranhamente o capitão é a cópia do seu marido, muito parecido, e o nome não é desconhecido. Não conseguindo explicar ao outro como foi parar ali, nem a si mesma, Claire acaba numa disputa entre ingleses e escoceses e sequestrada pelo grupo escocês.

Não conseguindo acreditar em tudo o que está vendo, e o que está acontecendo, na brutalidade dos homens, nos trajes e modos, ela acaba descobrindo que foi parar na Escócia de 1743, quando ainda era dominada por clãs e guerreiros. Enquanto aquele grupo pensa sobre o que fazer com ela, e tenta descobrir quem ela é, Claire se torna útil com os seus conhecimentos de enfermagem quando é chamada para cuidar do jovem guerreiro escocês Jamie Fraser, que teve o braço deslocado durante a fuga. Ela então é obrigada a acompanhar o grupo até o castelo Leoch, e enquanto pensa numa forma de voltar para o seu tempo e o clã usa os seus cuidados médicos, Claire se vê cada vez mais envolvida naquele tempo. Mas as coisas fogem do seu controle, e por uma questão estratégica, Claire acaba também se envolvendo com Jamie, e indo muito além da conveniência. E como estará Frank Randall depois do seu desaparecimento?


Escrito em forma de romance, "A Viajante do Tempo" foi uma leitura deliciosa. É um livro enorme, que começa um pouco lento, até as 100 primeiras páginas, e vai te prendendo conforme Claire vai se envolvendo com o clã escocês. Assim, quando ela se descobre no século XVIII já estamos envolvidos com a história, e a partir daí começamos a devorar o livro e não dá para parar de lê-lo até terminar.

Como eu li o livro depois de ter assistido à série, imaginei que não haveria grandes surpresas para mim. A série é bem fiel ao livro, mas, o livro é tão rico na descrição das cenas, que eu me vi muito mais envolvida do que eu poderia supor. A escrita da autora consegue nos transportar para dentro dos eventos como se estivéssemos naquele cenário. E muitas vezes os acontecimentos não são nada fáceis para Claire, pelo contrário, e consequentemente para nós também.

Além da escrita deliciosa que nos faz mergulhar na brutal Escócia do século XVIII, o cenário político também é melhor compreendido através do livro. Há toda a questão política da Europa e ainda a divisão de terras entre os clãs da Escócia. Jamie Fraser tem uma enorme importância nesse sentido que só através do livro foi possível compreender claramente.

E por falar em Jamie, foi impossível eu ler o livro sem ser influenciada pela série. A escolha do ator para interpretar Jamie, Sam Heughan, foi perfeita. Embora Jamie seja um bruto, afinal ele é um guerreiro, também é inteligente, romântico e fiel. E embora haja uma cena inaceitável entre Jamie e Claire para os dias de hoje, tendo ela mesma, como parte do nosso tempo, inadmitido a situação, não tem como não se divertir com a cena. Porém, mais uma vez o livro consegue explicar o comportamento de Jamie melhor do que a série.

Claire é uma mulher que tenta sobreviver diante da situação em que se encontra. Longe do marido e preocupada com Frank, passa um bom tempo tentando articular uma maneira de voltar para o seu tempo. Mas, embora seja difícil para ela entender os costumes e o machismo da época, consegue se adaptar bem. Além da amizade, há uma atração física entre Jamie e Claire, mas Claire é uma mulher casada e não passa disso. Entretanto, conforme o tempo passa e ela precisa de segurança para conseguir viver ali, a união com Jamie se torna a única opção. Mas, o envolvimento dos dois sai da conveniência e se torna algo muito maior. Não tem como não se apaixonar pelo casal!

Livro excelente, recomendadíssimo! Não vejo a hora de ler os outros volumes da série.

Nota: 5/5 (Excelente)

ISNB: 978-85-67296-22-7
Editora: Saída de Emergência / Arqueiro
Páginas: 800
Ano: 2014

E aí, você já leu? Poste aqui seu comentário!

Até mais! Fabi

11 Maio 2016


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