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Review: Until Dawn


Until Dawn é um jogo sobre escolhas e consequências. Claro, games assim já vimos aos montes, como Beyond, Heavy Rain, The Witcher 3… Contudo, Until Dawn leva o conceito ao extremo: simples decisões afetam a história inteira, e, a não ser que comece um novo jogo, uma função de autosave proíbe que o jogador retorne para tomar um outro rumo na história. Por incrível que pareça, é um recurso incrível. Você realmente se sente tomando cada decisão sobre o que acontece, inclusive em momentos em que se exige reflexo, como em perseguições. Um erro pode ser fatal. 

 

O clima de Until Dawn é o próprio alicerce de tudo que um filme oitentista de horror trás: adolescentes desprovidos de QI vão passar um tempo em uma cabana abandonada, localizada em uma floresta, que praticamente é descrita por “cativeiro de psicopata”. Existe a mocinha, o babaca, a inocente, sexo sem compromisso… é o pacote completo. E tudo, claro, com um maníaco a solta tentando acabar com um a um dos personagens. 


O jogo assusta. Muito. Por várias vezes dentre às 12 horas de jogo, você ficará na beirada do sofá com os nervos aflorando devido a tensão do que poderá acontecer. Claro, a primeira vez que se joga tudo é assim. Já pela segunda vez, é praticamente como assistir a um filme repetido: vários sustos são dissipados, apesar de existirem algumas cenas diferentes (deduzo obviamente que terá escolhas distintas na segunda vez que jogar). Mesmo assim, Until Dawn não perde seu brilho. A competência nas interpretações dos personagens beira o realismo, porém os gráficos das expressões algumas vezes pecam por exageros ou falhas. Nada que atrapalhe. As mortes são, em sua maioria, “interessantes” como nos filmes de terror da época.


No áudio, Until Dawn beira a perfeição: seja nos sons ambientes, música de suspense, sonoplastia, dublagem… tudo foi muito bem trabalhado para colocar o jogador envolvido ao máximo. Não é preciso dizer que recomendamos jogar Until Dawn à noite e de preferência com um fone de ouvido.


Apesar de beber da fonte de outros sucessos, Until Dawn dá um salto para o gênero: nunca eventos de quicktime foram tão bem utilizados em um jogo. E, desde P.T., a demo do cancelado Silent Hills, não ficamos tão tensos com um jogo de terror. Não é o mais assustador do gênero, mas chega perto devido a alta adrenalina proporcionada por momentos em que você quer, por exemplo, que aquele personagem favorito não morra. E pior, como a própria cena vivenciada pelo personagem, as decisões muitas vezes impostas a você tem um teor indefinido: ir para a direita ou esquerda? Você não sabe qual levará a morte e qual será a sobrevivência do personagem. Incrível a sensação.


Diferente, surpreendente, bem acabado e imersivo são as melhores características para descrever esse jogo, que já é um clássico para PS4.

Plataforma: PS4 

Desenvolvedora: Supermassive Games

Nota: 9/10


Até mais! Cris

27 agosto 2015
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